Começamos 2016 com o convite para você fazer seu investimento no seu crescimento pessoal e profissional:
EM MARÇO teremos 2 CURSOS:
CURSO 1:
Dias 1, 2 e 3 - CURSO DE DESENVOLVIMENTO HUMANO AT-101 - DAS 19H30 ÀS 22H30
CURSO 2:
Dias 12 e 19 - CURSO DE DESENVOLVIMENTO HUMANO AT-101 - DAS 8H ÀS 18HS -
Este horário foi aberto a pedido de pessoas de cidades da região.
LOCAL: EGO CLÍNICA (RUA ONDINA, 44 - REDENTORA, SÃO JOSÉ DO RIO PRETO-SP)
PÚBLICO ALVO: pessoas interessadas em compreender comportamento humano através da abordagem criada por Eric Berne, Análise Transacional. Profissionais e estudantes da área da saúde, educação, recursos humanos, gestores, líderes, orientadores de carreira, estudantes, etc.
PROGRAMA:
1. O que é Análise Transacional - Eric Berne, sua vida, sua obra
2. Características da AT - como se especializar
3. Compreendendo a Personalidade - como se estrutura e como funciona - Estados de Ego
4. Transações - Regras de Comunicação - Relacionamentos Saudáveis e Tóxicos - Como lidar com pessoas difíceis.
5. Reconhecimento Humano - cuidando da sobrevivência emocional - Os experimentos de Harlow, Spitz, Levine - As leis de escassez e abundância de Carinho (Steiner).
6. Maneiras de se posicionar diante da vida - as Posições Existenciais e os relacionamentos a partir delas.
7. Jogos Psicológicos - como estabelecer relacionamentos saudáveis. Como não entrar e como sair de relacionamentos tóxicos.
8. Os Compulsores e os Permissores de Conduta - entendendo o Míni Script.
9. Script x Plano de vida - vencedores e perdedores - livrando-se das amarras do destino.
CERTIFICAÇÃO OFICIAL DA UNAT-BRASIL
DOCENTE: KÁTIA RICARDI DE ABREU, PSICÓLOGA CRP06/15951-5 graduada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas em 1982, Membro Certificado Clínico pela Associação Latino Americana de Análise Transacional (ALAT), Membro Didata em formação pela União Nacional de Analistas Transacionais (UNAT-BRASIL), especialista em Análise Transacional pela UNAT/FATEP. Atuante na áreas clínica e organizacional desde 1983. Atual presidente da UNAT-BRASIL.
INVESTIMENTO: R$ 300,00 ou 3 parcelas de R$ 120,00
INSCRIÇÕES: 17 32332556/ 17 997724890
VAGAS LIMITADAS
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
MEDEIA E A FÚRIA NARCÍSICA
Vamos
refletir sobre relações amorosas, a dor diante das rupturas e as possibilidades
de elaborações.
Após uma
separação, é muito frequente alimentar ressentimento em relação ao ex parceiro.
A dor vivenciada com a culpabilização do outro, coloca-o na posição de algoz
enquanto se permanece na clássica posição de vítima. Este sentimento, no
entanto, torna inviável a superação.
Quem não
ouviu falar em Medeia? Figura mítica de mulher que tudo sacrificou em nome de
sua exigência de amor por um homem, para obter o amor de Jasão, não hesitou em
perpetrar todo tipo de transgressão, inclusive matar os próprios filhos.
Temos
então, o protótipo da mulher que busca exclusividade no desejo de um homem.
Quando perde o amor do seu homem ela “se” perde. Experimenta a angústia não da
perda real do objeto amado, mas da perda do amor por parte dele. Seu medo é ser
abandonada pelo parceiro e perder seu amor, porque tem necessidade e total
dependência uma vez que abdicou de sua própria vida em favor dele. Isso a faz
pensar que poderá exigir o amor deste homem, pedir provas como recompensa por
sua dedicação. Sua fragilidade narcísica percebe o parceiro como indispensável
ao seu equilíbrio e isso a faz lançar mão do controle e da posse. Acusa-o de
traidor pelo simples fato de existir fora da relação. Nada pode ser feito sem
que ela esteja incluída e qualquer outro relacionamento passa a ser ameaçador.
De objeto
desejado, temos na paixão patológica, perversão do amor, o objeto necessário,
insubstituível, e sua perda implicaria em aniquilamento. A ansiedade de
perde-lo faz aumentar a cobrança, a avidez, o controle e ela finalmente o perde.
Quando constata que este amor é oferecido a outra mulher, suas emoções são
extremas e podem chegar a altos graus de destrutividade com a perda do controle
da razão.
A pessoa
narcisicamente vulnerável, se acomete por sentimentos de fúria, quando o objeto
amado deixa de viver de acordo com as expectativas que depositou nele. Esta
fúria narcísica responde a uma ferida narcísica. Surge então necessidade de
vingança, perseguição àquele que é identificado como algoz. Visto como inimigo,
passa a ser alvo de destruição e a heroína de Eurípedes deseja-lhe os mesmos
sofrimentos e humilhações por ela vividos. A atitude vingativa imbuída de
irracionalidade, revela sua agressividade arcaica. O ódio e a satisfação sádica
do sofrimento e degradação do objeto amado, entram em ação. O amor não pode ser
renunciado. Assim, Medeia é personificada em crimes passionais e em processos
tramitando em Varas de Família.
Sigmund
Freud, em “Luto e Melancolia”, indica a necessidade de um tempo determinado
para o trabalho de luto ser concluído e o ego se ver novamente livre e
desinibido para novas investidas libidinais. A ruptura de uma relação amorosa
requer um trabalho psíquico, e elaboração de um processo de luto. A Medeia
sente dificuldade em elaborar este luto, sua ferida dói não porque perdeu o
objeto amado, mas porque perdeu um lugar que julga ser seu de direito. Ela quer
reconhecimento de um suposto valor.
A
melancolia indica que um trabalho de luto não pôde ser realizado, a libido não
foi retirada do objeto amado e isso impede qualquer outro investimento afetivo.
As
separações litigiosas, mantidas durante anos, são alimentadas quando os
envolvidos não conseguem elaborar a separação psiquicamente. Mais do que
contrariedades e frustrações vivenciadas em qualquer rompimento, torna-se
ofensivo para aqueles que têm intensas necessidades narcísicas, constatar que o
outro é independente e está conseguindo gerenciar sua vida após o rompimento.
A
capacidade de reparação depende da maturidade do casal e a ruptura poderá
despertar soluções criativas em prol da felicidade em substituição a movimentos
que levam à destruição, desgaste e mais conflitos. Cada parceiro pode assumir a
sua parte da responsabilidade nesta história que vinha sendo construída por
ambos. Perdoar, analiticamente falando, não significa esquecer. Implica
reconhecimento do próprio desamparo e o do outro.
Citando as
palavras sobre o Amor Fino, de Padre Antônio Vieira, em “Sermões”: Quem ama
porque o amam é agradecido. Quem ama para que o amem é interesseiro. Quem ama
não porque o amam nem para que o amem, só esse é fino.
Eu diria que
só esse é amor! Quando se rompe um relacionamento, podem acabar todas as formas
de amar, menos uma: o amor de ser humano
para ser humano. Qualquer um é digno de receber este amor, principalmente
aquele que já partilhou momentos que não serão esquecidos porque foram bons.
Kátia Ricardi de Abreu
Psicóloga CRP 06/15951-5 especialista em
Análise Transacional
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
ENTREVISTA TV TEM "EXAGEROS"
O Programa DE PONTA A PONTA, TV TEM, exibido sábado, 12/12/15, abordou o tema "EXAGEROS" e contou com a minha participação comentando o assunto. Abaixo, os links de dois momentos de exibição da matéria:
O homem mais tatuado do mundo:
http://gshow.globo.com/TV-Tem/De-Ponta-a-Ponta/videos/t/edicoes/v/o-homem-mais-tatuado-do-brasil/4667617/
Estilo Elke Maravilha:
http://gshow.globo.com/TV-Tem/De-Ponta-a-Ponta/videos/t/edicoes/v/estilo-elke/4667635/
O homem mais tatuado do mundo:
http://gshow.globo.com/TV-Tem/De-Ponta-a-Ponta/videos/t/edicoes/v/o-homem-mais-tatuado-do-brasil/4667617/
Estilo Elke Maravilha:
http://gshow.globo.com/TV-Tem/De-Ponta-a-Ponta/videos/t/edicoes/v/estilo-elke/4667635/
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
O QUE TENHO DE MIM
E justamente por esta razão, sou grata.
Posso dizer que todas as dificuldades pelas quais passei - e ainda passo - contribuem para que muitas transformações ocorram dentro de mim.
Consegui aprender boas lições sobre a vida, sobre as pessoas... Consegui modificar conceitos, agregar valores. Fui fundo na dor e no amor. Me machuquei e me curei.
No final do ano passado, perdi a consciência, caí, bati a cabeça no chão duro do banheiro da minha casa e fiquei com parte do rosto cheio de hematomas. Milagrosamente nada aconteceu além dos hematomas, que lentamente desapareceram do meu rosto ao longo dos meses.
No meu processo interno, não tive um chão duro para cair, porque simplesmente não encontrei o chão. Sabe aquela expressão "perdi o chão"? Pois é... foi assim! Flutuei no ar sem encontrá-lo e agarrada na minha fé, descobri minhas asas fortes... saí voando como a borboleta que deixa seu casulo e fui borboletear ao encontro de almas nobres e no colo seguro de Deus. Os hematomas invisíveis encontraram o bálsamo da cura na aceitação de mim como sou e na aceitação do outro como ele é.
Algumas fontes secaram e outras jorraram abundantes, de tal forma que saí saciada e enriquecida com o que tenho. Com o que tenho de mim!
E o que tenho de mim, é tudo que vou levar desta vida.
Foi um ano no qual exercitei a criatividade. Fiz vasos, plantei mudas e cuidei delas. Consegui realizar um antigo sonho: cultivar uma pequena horta de temperos e ervas. Com elas, a culinária também se tornou mais criativa.
Também consegui exercitar o desapego. Será o primeiro Natal sem o Bruno, meu primogênito. Não faço ideia de como vou me sentir. Lembro-me de que, no seu primeiro ano de vida, fiquei ao lado do berço imaginando como Maria se sentiu quando se tornou mãe de Jesus. Hoje, fico imaginando como ela se sentiu quando seu filho andou com "estranhas ideias" para aquele tempo.
O que tenho é o consolo de que, onde ele estiver, estará bem.
Para vocês meus leitores, fica a minha gratidão pelo compartilhamento das minhas emoções e experiências! As estatísticas registram que houve mais de 4.000 acessos aos textos que escrevi neste blog em 2015. Isso me faz pensar que talvez alguém tenha aproveitado alguma coisa e que minha missão nesta vida terrena está sendo cumprida.
Considero-me um ser espiritual vivendo uma experiência humana. Quando deixar esta "casca" irei embora com tudo o que tenho. Tudo o que tenho de mim!
Que a luz brilhe nos nossos corações intensamente em benefício do amor! Feliz Natal! Feliz 2016!
Kátia Ricardi de Abreu
domingo, 29 de novembro de 2015
terça-feira, 24 de novembro de 2015
PARA PERDOAR
EU, XX PERDÔO
VOCÊ XX
E EXPRESSO TODO MEU AMOR.
Considero que não houve intenção de
causar a mim qualquer sofrimento. Pelo contrário, suas ações ou a falta delas,
foram no sentido de evita-los. Também considero a dificuldade de sua parte em
fazer ou não fazer o que eu da minha parte não deveria esperar. Peço perdão
pelas expectativas que construí sobre como você deveria agir ou não agir.
Agradeço todos os momentos que
pudemos trocar experiências e possibilidades de crescimento e prometo fazer da
sua ausência/presença e da minha ausência/presença o mesmo exercício de bem-estar, dando lugar à
saúde.
Quero lhe assegurar que não o(a)
julgo, e de nada o(a) acuso. Da mesma forma não me culpo e não me envergonho de
nada que fiz ou deixei de fazer.
Cada um de nós tem suas
imperfeições e respeito as minhas e as suas.
Minha alma nada teme diante de
você e torço para que este sentimento seja recíproco. Não lhe desejo mal algum
e envio a você diariamente minhas orações pela sua felicidade. Você tem o
direito de ser feliz de acordo com as eleições e escolhas feitas por você. A
mim cabe a reconstrução dos meus equipamentos emocionais diante das suas
escolhas sem inveja nem ciúme, sem mágoa nem amargura.
Receba minha ternura e gratidão.
Entendo que as emoções desagradáveis que senti foram necessárias para que eu
entrasse em contato com sentimentos superiores. Foi constrangedor e embaraçoso para mim, mas dou a você o
direito de se comportar conforme seus valores e você tem a minha compaixão.
Eu me perdôo e te perdôo.
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
FAÇA SILÊNCIO
Foi entre os arbustos e flores cultivadas pelo "Seu Candinho" no Colégio Santo André, que certa vez me foi revelado a importância do silêncio. Adolescentes inquietas que éramos, não bastava olhar para o cenho franzido da Madre Marta que em pé, com o sino embaixo da axila esquerda, aguardava as andrelinas enfileiradas, fecharem a boca. Cutucões para lá e para cá, após alguns segundos, nem os pássaros ousavam interromper o profundo silêncio que se fazia valer no páteo externo gramado, rigorosamente verde. Ela subia alguns degraus da escada que dava acesso ao bosque, para que todas as alunas pudessem vê-la e iniciava a reunião, apelidada por nós de "sermão da montanha". Habilidade ímpar tinha esta mulher em conseguir ser ouvida e entendida sem microfone, naquele cenário mágico e inesquecível. Aprendi a disciplinar minha escuta.
Mas não ficou só nisso.
Um jovem padre, descontraído e brincalhão,carregando nos braços um violão, ensinou-nos uma canção feita por ele. Aos primeiros acordes, as vozes femininas, misturadas com aquela única voz masculina, entoava: "Faça silêncio em seu coração, porque o Senhor lhe quer falar".
Irala, padre Irala. Foi ele quem ensinou-me a desenvolver a sensibilidade para ouvir meu coração através do silêncio. Canção suave, dizia que o Senhor nos fala na escuridão, nos fala quando amanhece o dia, nos fala através da natureza, nos fala... mas, precisamos aprender a fazer silêncio para ouvir.
Assim me habituei a fazer do silêncio meu aliado. E mais tarde na vida, desenvolvendo habilidades como psicoterapeuta, aprendi mais sobre o silêncio e sua importância para o nosso equilíbrio. Como é saudável aquietar-se para decifrar nossos sentimentos, para encontrarmos nossas verdades, para decidirmos nossos rumos.
As lições de disciplina da Madre Marta e as canções do padre Irala são preciosidades que elevaram minha existência e proporcionaram conforto para a minha alma.
Hoje, meu coração é cheio de nostalgia deste tempo glamouroso e feliz. Feliz porque íamos do silêncio ao barulho sem descartar a profundidade de ambos. Batendo palmas, cantávamos com padre Irala a música que ele fez para nós:
"Mensagem de amor e fé,
Menina de Santo André,
A vida vai viver cantando
E a paz levando para quem quiser...
Ele nos levava ao êxtase no final, onde as palmas se misturavam com risos e quiçá, com lágrimas:
Nos braços trago um violão,
No peito vibra uma canção,
E São José do Rio Preto bagunçou o coreto do meu coração,
Cidade que é simpatia
E é a moradia da minha canção....
Laiá-laiá-laiá-laiá, .......
Bons tempos!
Mas não ficou só nisso.
Um jovem padre, descontraído e brincalhão,carregando nos braços um violão, ensinou-nos uma canção feita por ele. Aos primeiros acordes, as vozes femininas, misturadas com aquela única voz masculina, entoava: "Faça silêncio em seu coração, porque o Senhor lhe quer falar".
Irala, padre Irala. Foi ele quem ensinou-me a desenvolver a sensibilidade para ouvir meu coração através do silêncio. Canção suave, dizia que o Senhor nos fala na escuridão, nos fala quando amanhece o dia, nos fala através da natureza, nos fala... mas, precisamos aprender a fazer silêncio para ouvir.
Assim me habituei a fazer do silêncio meu aliado. E mais tarde na vida, desenvolvendo habilidades como psicoterapeuta, aprendi mais sobre o silêncio e sua importância para o nosso equilíbrio. Como é saudável aquietar-se para decifrar nossos sentimentos, para encontrarmos nossas verdades, para decidirmos nossos rumos.
As lições de disciplina da Madre Marta e as canções do padre Irala são preciosidades que elevaram minha existência e proporcionaram conforto para a minha alma.
Hoje, meu coração é cheio de nostalgia deste tempo glamouroso e feliz. Feliz porque íamos do silêncio ao barulho sem descartar a profundidade de ambos. Batendo palmas, cantávamos com padre Irala a música que ele fez para nós:
"Mensagem de amor e fé,
Menina de Santo André,
A vida vai viver cantando
E a paz levando para quem quiser...
Ele nos levava ao êxtase no final, onde as palmas se misturavam com risos e quiçá, com lágrimas:
Nos braços trago um violão,
No peito vibra uma canção,
E São José do Rio Preto bagunçou o coreto do meu coração,
Cidade que é simpatia
E é a moradia da minha canção....
Laiá-laiá-laiá-laiá, .......
Bons tempos!
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