terça-feira, 7 de março de 2017


MUITO ALÉM DAS FLORES...

Embora todo o arsenal de informação globalizada e tecnologicamente acessível em nossos tempos, há quem pense que o Dia Internacional da Mulher é um dia comercial, como o dia das mães, dos pais, dos namorados...
O dia 08 de março vai muito além das flores ou bombons. Trata-se de uma data histórica, onde 129 operárias perderam a vida num conflito com forças policiais nos Estados Unidos, em 1857 porque fizeram uma manifestação grevista em prol da redução da jornada de trabalho e do direito à licença-maternidade. O fato inspirou o filme hollywoodiano, cuja protagonista foi vencedora do Oscar por interpretar a operária Norma Ray.
Longe de querer ser feminista, ressaltar as conquistas da mulher através dos tempos tornou-se motivo de orgulho, principalmente quando sentimos na pele, em pleno século XXI, as manifestações veladas da discriminação (ainda!). A sutileza é grande, porém, não escapa à percepção feminina.
As características psicológicas e emocionais típicas do sexo feminino equalizam um estilo produtivo que deixa um resultado visivelmente positivo no cenário mundial:
A indiana Indira Gandhi, assassinada em 1984, foi presidente do Congresso indiano, primeira-ministra da Índia, sendo a primeira mulher a ocupar um cargo de chefe de governo numa sociedade de base patriarcal. Margaret Hilda Roberts Thatcher tornou-se a primeira mulher a ocupar o cargo de primeiro-ministro da Grã-Bretanha e a primeira a liderar uma nação no Ocidente. A médica pediatra Verônica Michelle Bachelet foi eleita presidente do Chile e a física Ângela Merkel, desde 2005 é a primeira mulher a ocupar o cargo de chanceler da Alemanha. Temos também a presidente liberiana, Ellen Johnson-Sirleaf, primeira chefe de estado de um país africano. Nancy Pelosi é a segunda pessoa na linha sucessória presidencial dos Estados Unidos e entrou para a história americana em janeiro de 2007 ao se tornar a primeira mulher a presidir a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. Braço direito do Presidente Bush, a secretária de Estado Condolezza Rice é quem lida com a parte internacional do governo norte-americano. Sem contar Hillary Diane Rodham Clinton, primeira mulher a tomar posse como senadora pelo estado de Nova York; mesmo depois de todos os problemas conjugais expostos ao mundo, preferiu não entrar no papel de vítima e ficar para a história como coitadinha. Ela buscou recursos para a pesquisa do câncer de mama e vacinas infantis e recebeu prêmios Fundação Humanitária Elie Wiesel e o Prêmio Martin Luther King em função do trabalho social desenvolvido.
Em terras tupiniquins, a mulher ocupa 13% dos cargos de direção, 41% da População Economicamente Ativa, 40% do mercado de trabalho, sendo que mais de 25% das famílias brasileiras são sustentadas por mulheres. Ainda, temos aquelas que dão reforço ao orçamento com trabalhos informais e aquelas que renunciaram a uma carreira profissional para serem o suporte para os homens irem à luta.
Este é o frágil sexo forte, que “todo mês sangra”! (Rita Lee teve sua música censurada durante muitos anos por causa destas três palavras inseridas na letra da música “Cor de Rosa Choque”).
É expressiva a contribuição da mulher na família e no trabalho, com seu perfil conciliatório.
“...Por isso, não provoque a cor de rosa choque.
Não, não, não provoque”... (Rita Lee)

Kátia Ricardi de Abreu, Psicóloga Clínica Analista Transacional, Consultora de Empresas e escritora.