quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

PARA VOCÊ MEU QUERIDO...2018

Para você, meu querido... 2018
Eu ofereço minha garra, acordando cedinho como de costume, disposta e entusiasmada, apreciando os pássaros no flamboyan anunciando a alvorada, acreditando que todos os 365 dias trarão oportunidades para meu crescimento e desenvolvimento na Terra.
Eu ofereço minha disciplina e dedicação em tudo que fizer, colocarei o melhor de mim em cada fração de segundo do tempo em cada dia; produzirei e descansarei para continuar a produzir seja lá o quê me for enviado para fazer em benefício do meu próximo.
Eu ofereço minha fé na sinceridade e autenticidade das pessoas que cruzarão no meu caminho, prometendo valorizar seus pontos fortes vez que elas também farão o mesmo em relação a mim. Se não houver esta reciprocidade, ofereço minha capacidade de compreendê-las mesmo assim.
Eu ofereço meu perdão a todas as minhas falhas, faltas, pisadas de bola, mancadas, gafes, e todo o tipo de desconforto que possa aparecer pela frente. Perdão a mim, perdão ao outro, perdão a tudo incondicionalmente, considerando que somos caminhantes aprendizes na estrada da evolução.
Eu ofereço minha alegria, minha tristeza, e com elas todos os outros sentimentos genuínos que me possam surgir, tendo em vista este meu perfil de intensas e profundas emoções e aguçada sensibilidade aos estímulos que chegarão até mim.
Eu ofereço minha capacidade de pensar, sentir e agir, para gerar energia positiva neste Universo, bem-estar aos que de mim se aproximarem, inspiração aos que em mim se apoiarem.
Eu ofereço minha antecipada gratidão a todas as experiências que viverei, porque as transformarei em aprendizado e nelas me ancorarei para ser uma pessoa melhor.
Eu ofereço meu colo, para amparar aos que dele necessitarem, minha amizade para rir e chorar junto com aqueles que quiserem se envolver na minha existência, sem me julgar, sem me cobrar nada, apenas desfrutar da minha presença envolvendo-me na sua, exatamente como sou.
Eu ofereço meu intenso e profundo amor, depositado em tudo o que faço e farei e que sou e que serei, como instrumento para a transformação de almas, como bálsamo para tantas feridas que me chegam para curar através do meu labor.
E se findos os 365 dias eu estiver na Terra, brindarei e dançarei, cantarei e comemorarei a trajetória percorrida neste ciclo, como faço agora, com meu velho ano, 2017, que tanto aprendizado me trouxe!
2018, eu te ofereço a mim em toda a minha plenitude!
2017, sou grata por ter vivido dias de abundância e paz, silêncio e luz, esperança e fé,  contando sempre com Jesus!

Feliz Ano novo, adeus Ano velho! 

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

CAFÉ COM TROVOADAS!


5:36 acusa o relógio. Na cozinha, de banho tomado, cabelos molhados ainda, sento-me para aquele momento predileto do dia. Lá está ele me esperando, me convidando, me seduzindo, me preparando para um dia inteiro de prazer. Cheiroso, saboroso, temos uma atração química fantástica. Não consigo imaginar minha vida sem ele. Estou falando do meu café matinal. Café mesmo, aquele coado na hora, com as espuminhas e a fumacinha saindo do copo. Sim, no copo acho mais gostoso do que na xícara. Mas se for na xícara, tomo do mesmo jeito.
De olhos fechados e quase de joelhos para sorver o primeiro gole, estremeço com um estrondo já esquecido. Parece trovão misturado com barulho de chuva. Em tempos de seca, terra árida, poeira, tosse e companhia, ouvir estes sons emparelhados com o sabor do café, é algo fantástico. O milagre do dia – pensei. A chuva? O café? Os dois.
Mas muitos outros milagres estavam ainda por acontecer. O café, as trovoadas e a chuva, foram apenas a introdução para uma série de acontecimentos comuns, normais, rotineiros que, revestidos de amor em cada segundo, se transformam em milagres da vida cotidiana.
E assim podem ser a sua, a minha, as nossas vidas. Ficamos aguardando as férias, as viagens, algo que saia da rotina e do convencional quando temos diante de nós cada segundo que não se repetirá e que talvez não estejamos dando a ele a honra de nos fazer sentir bem-estar diante da sua simplicidade.
A ansiedade, uma das principais dificultadoras do bem-estar, empurra a mente para o futuro sem permitir a conexão com o momento presente, o contato com a realidade interna e externa no aqui e agora. Interrompendo frases, sobrepondo ideias, chacoalhando as pernas, tamborilando os dedos, apertando os dentes, o ansioso atropela a si e perde o espetáculo de vivenciar seus próprios milagres. Segundo a Organização Mundial de Saúde, são 33% da população mundial. No Brasil, a terceira principal razão de afastamentos do trabalho de acordo com a Previdência Social, que realiza cerca de 200 milhões em pagamentos a benefícios anuais, a ansiedade vem tomando conta da vida de pessoas que desprezam a importância dos cuidados preventivos, os primeiros sinais de desconforto ou um simples tratamento e acabam desenvolvendo o distúrbio que coloca o Brasil sempre entre os primeiros da lista da OMS.
Desdobrada em muitos males como fobias e alguns tipos de transtornos como:  do pânico, obsessivo-compulsivo, de estresse pós-traumáticos, de ansiedade social ou de ansiedade generalizada, a ansiedade se tornou uma das principais vilãs do mundo moderno. O excesso de urbanidade e a privação social, chegam a inviabilizar uma vida que poderia ser repleta de prazeres.
A ansiedade traz o amanhã para o hoje e massacra as experiências tão bem preparadas pelo Universo para um encontro intenso. Pulsa a vida, na sua magnitude real enquanto a desprezamos mergulhados em nossa fértil imaginação sobre como será daqui a pouco.
Certo dia perguntei a uma amiga: - Como você está? E ela me respondeu: - Estou bem, “agora”. Em seguida metralhei-a com mais três perguntas: - Mas o que houve? Porque “agora”? Aconteceu alguma coisa? Calmamente, ela me respondeu: estou bem “agora”, porque não posso dizer como estarei nos próximos minutos. Estou conectada com meu bem-estar neste momento da sua pergunta – disse ela. Ah, que alívio – pensei. Ela está bem. Não importa o ontem nem o amanhã, ela está bem “agora”. E isso basta.
Aprender a ficar na realidade presente e desfrutar é um exercício que fiz às 5:36 quando eu estava sorvendo meu café ao som de trovoadas. Foi o registro de um dos meus milagres da vida cotidiana, que compartilho agora com você, amigo leitor, convidando-o a colocar sua mente na beleza de seus momentos presentes.
Planejar o futuro é saudável. Vivê-lo como se fosse o presente, é impossível. “Não apresse o rio. Ele corre sozinho” (Barry Stevens).
Kátia Ricardi de Abreu
Psicóloga CRP 06/15951-5 da Ego Clínica

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domingo, 20 de agosto de 2017

SEGUIR, NÃO IR, LIVRAR, AFASTAR

publicado na Revista Bem-Estar, jornal Diário da Região 20 agosto 2017



Seguir Com, Não Ir a parte Alguma, Livrar-se ou Afastar-se de alguém, são as quatro categorias de operação social dinâmica no final de cada encontro breve ou longo entre as pessoas, de acordo com Franklin Ernst Jr. Tendo como pilares as Posições Existenciais que Eric Berne criou para entendermos o que uma pessoa como eu está fazendo em um mundo destes com pessoas como você, estas operações ajudam a compreender os relacionamentos interpessoais e os vários estados de sentimentos que a pessoa pode experimentar em diversas ocasiões de sua vida.
Seguir Com, sugere ir em frente, continuar investindo no relacionamento, com credibilidade em si e no outro. Significa compreender e aceitar as imperfeições próprias e alheias e apesar dos pesares, não desistir. Contornar, alinhar, discutir a relação, perdoar, recomeçar quantas vezes for necessário, partindo sempre da premissa de que cada um tem suas limitações, mas acima delas, há o desejo de estarem juntos. Casais, amigos, namorados, ficantes, não importa qual é o tipo de relacionamento, podem ter crises, conflitos, discordâncias, e podem superar tudo se ambos desejarem muito o prosseguimento deste relacionamento, que pode mudar de modalidade. Por exemplo: não estarem mais casados, namorados, ficantes, mas continuarem amigos.
Não Ir a parte Alguma, ocorre quando não há mais chances de qualquer tipo de investimento de tempo, energia, afeto, nada, nada, nada. Significa desistir de se relacionar por falta de credibilidade em si, no outro e em qualquer relacionamento. Não confundir com a decisão consciente e saudável de desistir ou não querer entrar em um relacionamento por outras razões.  Amargura e solidão, farão parte da vida de pessoas que não acreditam na capacidade de amar e de serem amadas, muitas vezes disfarçadas de um discurso contrário a isso, mas de atitudes que boicotam as possibilidades de aproximações e relações duradouras. Por exemplo, a pessoa recusa todos os convites do outro para um encontro, porque está com dor de cabeça, ou porque tem que cuidar do gato, não é um bom dia para sair porque vai chover e assim por diante, até o outro desistir. Quando os convites cessam ela pensa que o outro não queria nada mesmo, se quisesse, teria insistido mais.
Livrar-se do outro inclui buscar motivos, uma lista de razões para justificar porque o outro não serve, não vai dar certo. Há a crença de que o outro não está à altura (e nunca ninguém estará!), não faz parte do seu mundo real ou idealizado. A pessoa se sente “o cara” e nunca vai encontrar outro “cara” que possa merecê-la. Relacionamentos assim, podem dar certo quando o outro se adapta a esta desigualdade, mas não vai durar muito tempo porque chega a hora em que, apesar da adaptação, ocorre a expulsão. Geralmente, livra-se do outro de forma desqualificadora, arrogante, insensível, sem muitas ou sem alguma explicação. O outro que vá catar os caquinhos que sobraram da sua alma e se tiver um pouco de autoestima, poderá se reconstruir.
Afastar-se do outro é o inverso ou o complemento de Livrar-se do outro. Trata-se da desistência do relacionamento por aquele que está na posição de não ser “o cara”. A pessoa se afasta por não conseguir conviver com este sentimento constante de deixar a desejar. Ela se sente inferior e este sentimento de inferioridade a leva a abrir mão do relacionamento para não sofrer mais. Pode até doer, mas o alívio ao vivenciar aquela sensação de menos valia, é a compensação.
Recebo diariamente pessoas em meu consultório em busca da primeira opção em seus relacionamentos: Seguir Com. Mas isso não depende apenas de uma das partes. Para um relacionamento ser saudável, todos os envolvidos precisam investir na busca de suas resoluções internas, na compreensão da perspectiva do outro, na escuta qualificada, na presença intensa, inteira, acolhedora, afetuosa. Relacionamentos são tesouros que brilham na alma e cujo valor não tem preço. Fazem nossa vida valer a pena e nossa boca se abrir em enorme sorriso quando estamos diante de pessoas às quais sabemos que podemos Seguir Com. Finalizo com Carlos Drummond de Andrade: “As coisas tangíveis tornam-se insensíveis à palma da mão. Mas as coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão”.

KÁTIA RICARDI DE ABREU
PSICÓLOGA CRP 06/15951-5 Especialista em Análise Transacional
17 997724890 Ego Clínica e Consultoria


terça-feira, 4 de julho de 2017

A VIAGEM É CURTA!


Recebi o texto abaixo de um amigo, e repasso para vocês. Desconheço o autor. Cheio de verdade, faz-nos refletir sobre as bobagens que nos tiram energia e nos afastam na vida cotidiana, por falta de maturidade psicológica e espiritual. Então, lá vai:


Uma jovem estava sentada num transporte público quando uma senhora, mal humorada e velha, veio e sentou-se ao lado dela batendo-lhe com suas numerosas sacolas Uma pessoa sentada do outro lado, ficou injuriada com a situação e perguntou à moça por que ela não reclamou ou disse algo para a velha senhora!

A moça respondeu com um sorriso: - Não é necessário ser grosseiro ou discutir sobre algo tão insignificante, nossa jornada juntos é tão curta.

Se cada um de nós pudesse perceber que a nossa passagem por cá tem uma duração tão curta... Por que escurecê-la com brigas, argumentos fúteis, não perdoando os outros, com ingratidão e atitudes ruins?

Isso seria um grande desperdício de tempo e energia!

Alguém quebrou seu coração? Fique calmo, a viagem é tão curta...

Alguém lhe traiu, intimidou, enganou ou humilhou? Fique calmo, perdoe, a viagem é tão curta...

Qualquer sofrimento que alguém nos provoque, vamos lembrar que a nossa jornada juntos é tão curta...

Sejamos cheios de gratidão e doçura. A doçura ´´e uma virtude nunca comparada ao caráter mau ou covardia, mas melhor comparada à grandeza.

Nossa jornada juntos aqui é muito curta e não pode ser revertida...

Ninguém sabe a duração de sua jornada. Ninguém sabe se terá que descer na próxima parada.

Vamos, portanto, acalentar e manter a doçura e amabilidade com oos amigos e familiares! Vamos tentar nos manter calmos, respeitosos, gentis, gratos e perdoar uns aos outros.

Se eu fiz algo que pudesse ter machucado você, peço perdão. A viagem aqui na Terra, é tão curta!